1) O que pensam esses professores sobre as redes sociais a exemplo do Facebook, Myspace, Twitter, etc?
2) Como é que vêm a sua (hipotética/real) participação numa rede social?
3) Que expectativas têm sobre o seu uso no ensino?
A amostra é claramente identificada na página 65 e são apresentadas as suas escolhas e opções, bem como o método utilizado na definição da amostra, com a identificação dos critérios de selecção.
Em relação aos critérios de selecção achei a sua justificação um pouco superficial e num determinado ponto questionável.
"A escolha destes anos lectivos justifica-se pelo facto de o 8º ano significar a entrada no período da adolescência e possuir características muito próprias relativamente ao sétimo."
Poderemos afirmar que a adolescência se inicia no 8º Ano? E qual a justificação para a escolha do 9º ano?
O questionário em questão foi anteriormente validado (pág. 66) e sofreu algumas alterações.
Quanto ao tratamento de dados é explicitado o uso do Excel (pág. 67) numa perspectiva estatística e os resultados, sempre que possível, são apresentados em percentagens.
Ao analisar os questionários verifica-se a relação entre questões e objectivos propostos, no entanto, fiquei com dúvidas quando, em algumas questões, é dada a hipótese de escolha de mais do que uma opção, através de x, não sendo assim possível determinar o grau de importância dada a cada uma delas.
Algumas questões são colocadas de forma pouco explícita e podem suscitar dúvidas, como a que enumerei anteriormente e a questão 13.
Quanto ao tamanho dos questionários, não me parece que se possam considerar excessivamente grandes já que as questões são de respostas fechadas.
Os métodos de entrevista, pelas suas características de proximidade entre entrevistado e investigador, permitem a obtenção de informações e elementos de reflexão muito mais ricos do que com o uso do método por questionário.
O facto da entrevista decorrer frente-a-frente, e a conversa poder ser conduzida e orientada pelo investigador, facilita que o entrevistado exprima percepções, relate acontecimentos e experiências e, que o investigador consiga centrar os seus esforços nas hipóteses de trabalho. Assim, "o conteúdo da entrevista será objecto de uma análise de conteúdo sistemática, destinada a testar as hipóteses de trabalho" (Quivy e Campenhoudt, 1995, p. 192)
Existem vários tipos de entrevistas:
A entrevista semidirectiva, ou semidirigida, normalmente a mais utilizada na investigação social, é orientada por perguntas-guias, relativamente abertas, sobre as quais o investigador tenta receber uma informação por parte do entrevistado. As perguntas-guias são colocadas pela ordem que a conversa, entre ambos, encaminhar. Este tipo de entrevista é mais uma conversa moderada pelo entrevistador.
A entrevista centrada (focused interview) é mais utilizada quando o objectivo se prende em analisar o impacto de um acontecimento ou de uma experiência vivenciada ou assistida pelo entrevistado. O entrevistador tem uma lista de tópicos precisos relativos ao tema em estudo e no decorrer da entrevista vai abordando-os da forma como se desenrolarem ao longo da conversa.
Se por outro lado o objectivo for a análise de histórias de vidas utiliza-se um método de entrevistas extremamente aprofundado e pormenorizado, aplicado a poucos interlocutores, sendo assim, estas muito mais longas e divididas em várias sessões.
Segundo Quivy e Campenhoudt as entrevistas são adequadas para objectivos:
A análise do sentido que os actores dão às suas práticas e aos acontecimentos com os quais se vêem confrontados;
A análise de um problema específico;
A reconstituição de um processo de acção, de experiências ou de acontecimentos do passado.
A entrevista, segundo Quivy e Campenhoudt (1995), tem como principais vantagens o grau de profundidade que se consegue obter dos elementos em análise e a flexibilidade e a fraca directividade do dispositivo que permite recolher os testemunhos e as interpretações dos interlocutores.
Por outro lado, esta flexibilidade também é considerada uma desvantagem, pois pode intimidar todos os que não conseguirem trabalhar sem directivas técnicas precisas.
Também é apontada pelos referidos autores, como desvantagem para o uso das entrevistas o facto de, contrariamente ao método por questionário, as informações recolhidas não se apresentarem prontas para efectuar análises particulares. Deste modo, os métodos de recolha e de análise das informações devem ser construídos conjuntamente.
Outra limitação detectada na aplicação de entrevistas, e ainda ligada à sua flexibilidade enquanto método, é o facto de se poder acreditar numa completa espontaneidade do entrevistado e numa total neutralidade do investigador.
Em investigação social a utilização do método por entrevistas está sempre ligada ao método de análise de conteúdo.
Para aplicar o método, o investigador deve estar apto para retirar o máximo de elementos interessantes da entrevista, valendo-se da sua formação teórica e lucidez epistemológica, mais concretamente, do conhecimento teórico e prático elementar dos processos de comunicação e de interacção interindividual, e formação prática nas técnicas de entrevista.
Existem vários tipos de entrevistas: não estruturadas, estruturadas; face a face e telefónicas.
As entrevistas face a face ou directas têm como vantagens poder-se alterar, adaptar ou adoptar as questões consoante o caminho que a "conversa" levar; conseguir percepcionar-se algumas pistas não verbais e poder-se clarificar duvidas que poderão surgir. No entanto, é um método caro, com limitações geográficas, que necessita de alguns cuidados em termos de fiabilidade, ou seja, o investigador tem de conseguir um certo distanciamento e nunca fazer juízos de valor, que podem constranger o entrevistado e alterar os resultados, para além de ser um método em que a confidencialidade é muito dificilmente assegurada.
As entrevistas telefónicas têm como vantagens evitarem algum desconforto que pode existir nas entrevistas face a face e conseguir-se efectuar um elevado número de chamadas por dia. Porém, nas entrevistas telefónicas os entrevistados tendem a dar respostas mais curtas ou simplesmente desligar a chamada e não responder.
As entrevistas não estruturadas podem ser úteis numa fase exploratória, ajudam a desenvolver melhor os quadros teóricos e a desenvolver melhor questionários e entrevistas estruturadas. Enquanto que as entrevistas estruturadas poupam tempo e contribuem para codificar a informação.
Ao optar-se por o método por entrevista e antes de construir um guião de entrevista é necessário:
Depois do guião elaborado será aconselhável:
Ao realizar a entrevista o investigador deve:
Fontes:
BELL, J. Como Realizar um Projecto de Investigação. Lisboa: Gradiva, 1997
QUIVY, Raymond ; VAN CAMPENHOUDT, Luc — Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa: Gradiva, 2008
http://www.uac.pt/~jpedro/medoogia_investigacao/200809/cap6.ppt (consultado Novembro 2009)
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